Artigo publicado no Jornal Lig, edição nº 1589 Niterói/RJ (http://www.ligjornal.com.br/1589/caderno.htm)
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Provedores de Internet

Por: Fernando C. de Farias Mello (*)

Outro dia, estava numa loja de produtos de informática e encontrei um amigo que comprava um teclado. Perguntei qual teria sido o defeito do antigo e ele, meio sem graça, respondeu que havia quebrado o teclado, batendo-o no monitor (que quase quebrou também, disse). Mas, por que, meu amigo? – perguntei com ar de preocupação. Ele foi taxativo: a minha conexão caiu justo na hora que eu estava pagando um título no internet bank. E faltavam uns 5 minutos para o fim do horário do banco aceitar. Agora, só pagando com multa, além de ter de comprar outro teclado, culpa da minha ‘noite de fúria’, brincou.

Essa história é muito mais comum e quase todos nós já passamos por problemas com a internet. Aliás, todos nós já sofremos ou estamos sofrendo nas mãos dos provedores de internet, que de repente param de funcionar ou ficam lentos ou simplesmente deixam você, literalmente, na mão.
O que meu amigo pode fazer com relação ao seu problema? Ele deve ligar para o setor comercial do provedor e informar que está sem acesso e que, por isso, pede o desconto do dia sem conexão. É um Direito. Esse procedimento poderá ser adotado com todos os provedores e o desconto deverá vir na próxima fatura. Reclame por aqueles poucos reais. O valor não é lá aquela fortuna. Penso que se todos tomassem a mesma medida, duvido que o provedor iria tratar você da mesma forma. Afinal, ou presta serviço ou não, e tem que devolver ou descontar o dia sem conexão. Caso você seja cobrado e pague pelo serviço não prestado, ele poderá ser condenado à devolução em dobro.

Como provar que o seu provedor presta serviço ridículo e atua com má-fé agredindo você, desrespeitando o Código de Defesa do Consumidor? Bem, com a mais comum das provas, a testemunhal. Para testemunhar em juízo a pessoa não pode ser um parente. Mas serve um vizinho, por exemplo. Além disso tudo, ideal é imprimir a página de erro do seu navegador. Outro meio de prova será uma nota fiscal de algum cybercafé o lan house mostrando que você foi obrigado a pagar extras para ter que usar a internet.

Como escolher um bom provedor? Isso é tarefa das mais difíceis, já que não existe um Serasa das empresas. Mas adianto que existem alguns aqui em nossa cidade que atendem muito bem aos usuários. Faça uma pesquisa com os seus amigos, escute e avalie. A velocidade de conexão, para um internauta comum como eu, por exemplo, que não jogo on line, nem baixo filmes ou músicas, só documentos, 300 kbps de velocidade atendem bem. Para testar a sua velocidade indico dois endereços: www.rjnet.com.br, que fica no Rio e, o melhor na minha opinião, www.abeltronica.com, que fica em Portugal e poderá avaliar a sua navegação como um todo, internacionalmente.

Não caia no conto do vigário de visitar o próprio site do provedor para testar a velocidade, porque a sua conexão vai se transformar numa Ferrari. Isso porque, neste caso, a aferição será feita diretamente de computador para computador, sem passar pelos caminhos tortuosos, mas na velocidade da luz, da internet, o tal de delay... assim não dá, né?

Dificuldades diárias enfrenta aquele conhecido provedor de banda larga da telefonia fixa que, por aceitar um volume monstruoso de assinantes, anda dando uns apagões com reclamações generalizadas e com muitas ações nos juizados especiais. Vale uma pesquisa para saber se tem algum provedor Wi-Fi no seu bairro. Em Itaipu já existe um, em funcionamento. Basta instalar o modem e ligar o seu notebook com modem tipo wireless e pronto. Navegue em qualquer lugar de sua casa.


*Advogado. Site: www.fariasmelloberanger.com.br
E-mail: fmelloadv@gmail.com